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SENTIMENTOS - 1ª PARTE

Capítulo I


Carlos andava pela rua despreocupado, quando olhou para a universidade de seu bairro, seu coração doía, sabia que não podia se formar porque seus pais não tinham

condições . Isso o frustava, mas o que ele ia poder fazer? ele era apenas um jovem revoltado e pobre, mas cheio de sonhos. continuava parado olhando para

aquele prédio admirado com o seu tamanho e com o tamanho dos sonhos que estavam sendo realizados naquelas paredes, se sentia injustiçado por não poder

realizar seus sonhos também, só por falta de dinheiro, como ele queria se formar , nem queria saber em que, somente queria ter um diploma na mão e poder dizer

que era alguma coisa, sem ser apenas um vendedor da loja da esquina, não que ele não gostasse de trabalhar lá, D. Esmeralda era muito gentil e sempre procurava

ajudá-lo no que podia, mas não podia ajudá-lo a deixar de sonhar.



Ainda estava extasiado quando ouviu uma voz doce, e uma mão leve lhe tocar.

oi.

ele virou pra olhar, nossa como ela era linda, seu coração disparou, nem sabia o que responder, ficou mudo por alguns segundos. Então percebeu o mico que estava pagando e acordou de seu êxtase antes provocado pelos seus sonhos agora, pela beleza de Clara.

oi. Ele respondeu meio tímido.

Poderia me dar licença – pediu ela achando graça da timidez do rapaz – eu estou um pouco atrasada para a aula e a calçada é estreita.

Desculpa , pode passar – respondeu ele sem graça.

Obrigada, você cursa aqui? - perguntou Clara ansiosa em ouvir um sim , já a um bom tempo que observara Carlos, ele era tímido, simples e meigo. Mas ao mesmo tempo tinha uma determinação que ela observara ao assistir uma das discussões entre ele e seu pai. Além dele ser lindo, sabia que não podia gostar dele, ela era noiva do Felipe, não podia deixa-lo assim, mas sabia que o seu coração não entendia isso, nem seu coração, nem a sua família, ela sabia que ele era pobre afinal ele trabalhava na papelaria em frente a universidade,mas mesmo assim tinha a esperança dele estar estudando lá. Quem sabe ele não tinha uma bolsa? quem sabe não pudesse conseguir uma? Ela queria ficar perto dele. Ele nunca devia ter a percebido, isso a frustava era tantas coisas que poderiam impedir essa paixão que ela sentia, mas mesmo assim no fundo do seu coração havia uma esperança.

Não – respondeu Carlos com uma voz triste. - Dessa vez era mais que a simples frustração que ele sentia todo dia ao ir para o trabalho e olhar a faculdade, dessa vez era a frustração e a sensação de estar decepcionando Clara, ele sempre a via, mas sabia que seus mundos eram bem diferentes, nunca se arriscara a falar com ela, tinha medo, insegurança, ele sabia o quanto bobo era perto dela.

Então a gente se vê por aí – disse ela .

então a gente se vê por aí – confirmou ele surpreso, nunca imaginara que um dia ia falar ao menos um oi com a Garota rica e a mais linda da universidade Cláudio Abreu.

Ele seguiu seu caminho meio confuso ainda, mas muito feliz e vibrante. Talvez quem sabe ele ao menos não consegue fazer amizade com ela, ele precisava ficar perto dela, ele sabia que ela era comprometida, mas ao menos a amizade já o deixava feliz, apenas poder conversar com ela ,poder olha-la sem precisar ficar preocupado se alguém estava reparando, ou se ela tinha notado. Nossa como ele estava feliz.

Ela estava tão confusa, não sabia se tinha feito a coisa certa, ela sabe que não fez nada de mais, apenas falou com ele, mas sabe muito bem que isso para o seu coração foi muito. Sabe que não é capaz de se controlar, “e se pintar um clima?” Com certeza ela vai cair. “Mas o que eu to pensando”- falou ela – “a gente só conversou e nada mais.” Começou a ficar preocupada, caraca ela já estava falando sozinha esse garoto estava mexendo muito com ela.



CAPITULO II

Júlia estava em casa lendo sua revista favorita de fofocas, lia todo dia a coluna da alta sociedade, sempre estava por lá o seu nome ou de alguma amiga. Luíz Roberto estava no escritório como sempre muito preocupado com o seu trabalho, a empresa e o colégio exigiam muito dele, quase não tinha tempo pra família ele sentia com isso, Júlia nem ligava bastava enche-la de jóias já estava bom. Mas clara sentia, e muito, sentia a falta do seu pai, sua mãe nunca foi uma mãe presente, sempre muito vaidosa só se preocupava com o que iam pensar, o que os jornais iam falar, etc. Seu pai já era mais presente, agora a empresa tomava todo o seu tempo.

Mas na hora de exigir Júlia era uma general com sua filha, devia casar com Felipe, era um bom partido e tinha uma família rica e famosa o suficiente para ela, antes Clara nem ligava ela gostava dele, mas as coisas começaram a mudar entre eles quando ela descobriu que ele tinha outra no seu coração, ela sabia que a empresa de seu pai não andava bem, por isso que era tão importante seu casamento com Felipe. Felipe também já não gostava tanto de Clara não como antes, mas depois que se envolvera com Fernanda sua vida havia mudado, ele gostava muito de Clara ele sabia que ela não gostava dele, mas também sabia a pressão que ela sofria por parte de sua família, e também tinha um certo orgulho de ser o namorado da única herdeira da Claudio Abreu, a faculdade que foi construída pelo avô de Clara, e também herdeira da maioria das ações das empresas Grupo Abreu. Sua família também sonhava com esse casamento, eles ainda estavam acostumados em arranjar casamento para seus filhos, Felipe e Clara estavam ligados apenas por uma pressão social e pelas suas famílias, mas mesmo assim a amizade deles era tão forte que ambos tinham medo de magoar o outro.

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