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SENTIMENTOS - 2ª PARTE

CAPÍTULO III


A família de Carlos não era muito feliz também, era uma família de classe média, mas vivia como se fosse de classe baixa, pois João Carlos, pai de Carlos, era muito avarento e sua mãe Amanda não possuía muita autonomia de personalidade.

Resumindo Carlos e Diego, seu irmão, eram muito reprimidos por seus pais. Tinham uma vida muito rotineira, eram um pouco conformados com tudo já que, já haviam implantados em suas mentes que nunca iam poder fazer nada para mudar a situação. Porém depois que Carlos começou a trabalhar na papelaria de D. Esmeralda, seus pensamentos mudaram, a ambição começara a fluir dentro do seu coração, ele nem esperava ser rico, apenas ser alguém, ser um alguém o suficiente para poder conquistar Clara e ser digno desse amor.

Diego nem ligava pra nada, vivia sua vida mais na casa da namorada Renata do que em casa, Ele nem falava direito com seus pais,mas era o mimadinho da casa, ele sempre saia, tinha uma vida de playboy, que seus pais ralavam muito pra lhe dar, e já Carlos tinha que trabalhar pra poder a ajudar nas despesas de casa.

Era uma família cheia de desigualdades, mas que apesar de tudo Carlos amava muito. Mas também amava muito Clara, sabia que era um amor impossível, mas Carlos acreditava no impossível também, isso o deixava sempre em cima do muro. Se arriscar a mudar de vida tentar conseguir um emprego melhor, e crescer e conquistar Clara, ou continuar com a vida predestinada pela sua família que não tinha ânsia nenhuma de mudar de vida.

Seu pai sempre lhe dizia – agora que você conseguiu seu primeiro emprego, se apegue a ele, porque emprego está muito difícil de se conseguir, e as contas estão cada vez maiores- Contas? Que contas? Seu pai era tão avarento que tinha pena de tirar o dinheiro do bolso pra pagar até o padeiro, preferia comprar fiado.

Carlos estava cansado daquela vida, e daquela família, queria formar a sua própria vida ,sua própria família, sua própria história.



CAPÍTULO IV



De novo a mesma rotina, tinha que ir para o trabalho, mas dessa vez é diferente. Será que iria encontrar com Clara? Será que ela iria falar de novo com ele ou será que iria agir com indiferença como se nunca tivessem se visto antes?

Clara sentia o mesmo nervoso, não sabia como reagir agora, o que fazer? As perguntas que não se calavam em seu coração, não sabia o que fazer se o vê-se.

Ela chegou ao colégio, e a troca de olhares foi inevitável, porém mais demorada que o costume. Ambos desejavam no fundo do coração que além do cruzar de olhares, seus lábios também se encontrassem como no embalar de uma melodia (que romântico não?). Quando Felipe Chegou foi inevitável não enxergar a cena, tudo bem que ele não amasse a Clara, mas ele era o namorado dela, aquela cena feria seu orgulho, mas o que iria fazer, apenas torcer pra que ninguém mais além dele ter notado? Não! Tinha que interromper:

Não vai entrar Clara?

Claro, vamos – Disse Clara procurando disfarçar seu susto.

Por que você estava olhando tanto para a papelaria?

Por nada. Apenas pensando, sabe quando a gente olha um lugar e pensa em outro? Então, foi isso o que aconteceu.- Disse Clara tentando disconversar.

Humm... Vamos entrar que já vai começar a primeira aula.- a desculpa não tinha o convencido e ele ainda estava irritado.

Do outro lado da rua Carlos observava a cena, o coração batia mais forte, se antes ele duvidava não tinha mais dúvidas, a história com Clara não era só uma ilusão da sua cabeça.



CAPÍTULO V



Aula começara, mas Felipe não conseguia se concentrar, não parava de pensar na cena que tinha assistido, nunca havia passado pela sua cabeça antes que Clara pudesse gostar de outra pessoa. Felipe era possessivo, ele sabia que era um defeito que estava estragando seu relacionamento, mas não podia evitar. Sua consciência pesava. A culpa de tudo está acontecendo era dele, ele sabia, mas não admitia, não podia admitir.

No mês anterior Clara havia descoberto todo o seu romance com a Fernanda, ele gostava tanto da Fernanda, mas não podia se dar o luxo de perder Clara, era o seu Ego em Jogo, não poderia perdê-la, justamente pra um “Zé ninguém” devia fazer alguma coisa e iria fazer.

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