quarta-feira, 28 de julho de 2010

SENTIMENTOS - 5ª PARTE

CAPÍTULO X




Naquele dia quando Clara chegou em casa, Júlia estava na sala a esperando.

boa tarde, mãe.

Como você é cara de pau, Clara

hã? Do que você está falando?

Você me disse que estava com o Felipe, neh?

E eu estava.

ah... então agora eu é que devo estar maluca?

Por que? - perguntou Clara já apreensiva

Não porque o meu caro genro passou a tarde toda comigo te esperando, pois ele queria te fazer uma surpresa. Afinal hoje é seu aniversário de namoro. Mas você não ia se esquecer disso, neh Clarinha?

Clara ficou pálida, não sabia , não tinha noção do que ia fazer.

ele esteve aqui?

Clara aonde você estava? Não vou organizar melhor a pergunta. Com quem você estava Maria Clara?

Mãe eu posso explicar.

Eu espero mesmo, porque o Felipe veio aqui pra noivar com você. E ele saiu daqui arrasado. Maria Clara, eu espero que você conserte isso o mais rápido possível porque se você perder esse casamento eu não sei o que eu posso fazer com você.

Claro, neh D. Júlia? A senhora tinha que estar preocupada com o seu status na alta sociedade. Afinal você só pensa nisso, neh?

É claro! Se eu não pensar na nossa imagem quem vai pensar, vocês são muito irracionais. Vocês não pensam no que pode acontecer com vocês, escandalos só atrapalham os negócios do seu pai.

Você só pensa nisso , neh mãe? dinheiro e fama.

O que está acontecendo aqui?- perguntou Luíz – até os vizinhos devem estar ouvindo essa gritaria toda.

Nada papai fica traquilo a discurssão já foi encerrada. -disse Clara já se retirando do local

não acabou nada! eu não terminei o que eu tinha pra te dizer, volte aqui Clara!- Gritou Júlia – Clara, volte aqui!

Mas ela não voltou.

Essa garota está cada vez pior. você está vendo Luíz ? Nem me respeita mais. E isso é culpa sua que vive mimando essa garota.

Me poupe Júlia, eu não tenho culpa da garota não ser o robozinho que você sempre sonhou.

O que você quer dizer com isso?

Pare de querer manipular a Clara o tempo todo, deixe a garota ser feliz.

É justamente pra vê-la feliz que eu faço isso. Eu sei o que é melhor pra minha filha.

É realmente você sempre tratou a Clara como se ela fosse só a sua filha, só que eu já cansei júlia. Basta! não quero mais você estragando a vida da Clara.

Estragando? Eu estou edificando a vida da Clara.

Você está é manipulando a vida da garota pra satisfazer as suas vontades.

Olha chega eu não quero mais ouvir nada, já estou passando mal. Vocês são muito ingratos!



CAPÍTULO XI

No dia seguinte, de manhã tudo parecia estar mais calmo, Carlos estava chegando no trabalho não imaginava como dona Joana iria encará-lo depois de tudo o que tinha acontecido. Quando chegou d. Joana logo o olhou com um olhar frio de repreenção, o chamou no canto e começou:

Carlos, você sabe de todas as nossas dificuldades na papelaria, sabe que eu não posso arrumar problemas com o dono da faculdade, ainda mais agora que eu consegui que ele nos deixasse implantar a papelaria dentro da faculdade. Sem a faculdade nós vamos a falência!

- Eu sei sim D. Joana...

calma eu ainda não terminei Carlos. Eu pensei muito ontem, pensei até em contar para os seus pais, mas percebi que não era solução. Você já tem 22 anos e tem que ter noção das conseqüências dos seus atos.

D. Joana tem como a senhora ser mais direta? Eu estou ficando aguniado já.

Carlos, você vai ter que decidir o que você vai querer: ou você escolhe seguir em frente no romance com a filha do s. Luíz ou você escolhe continuar no seu emprego.

Carlos ficou assustado, apesar de já ter imaginado que se não tomasse mais cuidado iria perder seu emprego, mas com os olhos cheios de lágrimas e emoção e o rosto abatido ele respondeu:

D. Joana, eu... - antes que ele terminasse D. Joana o interrompeu.

Carlos, essa decisão é muito importante não quero que você a tome sob pressão, eu lhe darei um prazo, nesse período os fatos e os seus pensamentos vão te levar a tomar a decisão certa. Só te peço que nesse período você tome cuidado, para que eu não tenha que me arrepender de lhe dar essa chance. Sei que você é um rapaz maduro e vai tomar a melhor decisão, e seja ela qual for pode ter certeza Carlos, que eu vou te apoiar.

Obrigada D. Joana – respondeu o rapaz com lágrimas nos olhos.

D. Joana e Carlos estavam tão emocionados e tão envolvidos em sua conversa, que nem perceberam a chegada de Diego, que ao perceber a emoção de ambos não perdeu tempo em usar seu ar sarcástico:

Quem morreu? Ou será que é a emoção de ver o irmãozinho?

Bom dia Diego! Como vc está?

Estou muito bem D. Joana. Eu poderia falar com o seu admirável funcionário?

Pode ir lá Carlos eu cuido daqui, só não demorem viu Diego?

Pode deixar D. Joana vai ser bem rápida a nossa conversa, não é Carlos?



Quando chegaram num canto, Carlos já impaciente com o ar de alegria do irmão perguntou:

O que você quer dessa vez?

Como assim o que eu quero? você sabe o que eu quero!

Não, eu não sei o que você quer Diego.

Eu quero dinheiro – respondeu Diego dessa vez sério

Dinheiro? E por que eu te daria dinheiro? Você por acaso anda trabalhando pra mim? Acho que não, né? Afinal trabalho é uma palavra que foge do seu dicionário.

Isso é pra quem pode e não pra quem quer – respondeu Diego com ar sarcástico e risonho – mas fica tranquilo caro irmão eu não me importo com sua inveja.

Inveja? Sinceramente Diego, ter inveja de você? É preferível invejar um mendigo, pelo menos um mendigo tem mais dignidade.

E por falar por em dignidade meu caro irmão, a sua vai por água abaixo quando todos souberem que você e a princesinha da Claudio Abrel estão tendo um caso por debaixo do nariz de todos. -dessa vez Diego disse com mais satisfação tinha conseguido tirar o sorriso da cara do irmão.

Carlos olhou sério para o irmão, parecia que iria matar o irmão pelos olhos, Diego se mantia firme em seu ar ameaçador.

e então Carlos? Lembra do assunto do dinheiro ? Ninguém precisa saber de nada, a não ser se você quiser que eu conte para o noivo dela? - Diego usou todo o seu cinismo para completar – mas como eu sou um bom irmão, e quero o melhor pra vc eu vou te dar uma chance, vou te dar um tempo pra pensar. Depois a gente conversa.

Vamos carlos! Temos muito o que fazer. - disse D. Joana de dentro da papelaria

então vai lá Carlos , bom trabalho pra você, e vê se trabalha direitinho, afinal vc precisa de dinheiro pra calar a minha boca. - disse Diego enquanto subia na moto

vai embora seu vagabundo – disse carlos vermelho de ódio.

E agora o que iria acontecer Carlos precisava tomar duas grandes decisões, sua mente estava muito confusa, o mundo havia caído em cima de sua cabeça.

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