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SENTIMENTOS - 6 ª PARTE

CAPÍTULO XII



Em casa Clara não conseguia parar de pensar, como aquilo tudo estava acontecendo com ela? Por que as coisas são como são? Por que as coisas nunca são fáceis? Por que coisas tão simples como amar pode ser tão maldados, e como podem complicar tanto as nossa vidas?

A vontade de ligar pra papelaria só pra ouvir a voz do Carlos era muito grande, mas ultimamente ela estava agindo muito por impulsos, estava arriscando de mais tudo o que tinha conseguido, de certa forma ela estava preocupada com seu pai, se a família do Felipe descobrisse o que estava acontecendo com certeza ia cortar os negócios com seu pai, mesmo depois do que o Felipe fez com ela. Eram muitos pensamentos, muitas vontades, e nenhuma reação, tinha vontade de falar pra todo mundo que estava apaixonada por Carlos , mas tinha medo, como pode o amor poder prejudicar tanto as pessoas? Ela não queria também que Carlos perdesse o emprego ela sabia o quanto ele precisava, e sabia que seu pai por mais que a amasse não ia aceitar o relacionamento dela com Carlos quando ele descobrisse a origem do rapaz. Porque as coisas são tão difíceis?

Alguém batia na porta, Clara interrompeu seus pensamentos para poder abrir a porta, era Luíz. Ele entrou,sentou-se na cama aonde Clara estava deitada, olhou para ela e disse:

oi , podemos conversar?

É claro pai, mas sobre o que o senhor quer falar?

Clara, eu sinto que você anda meio distante ultimamente, você anda estranha.- comentou Luíz - e também anda mais sincera com sua mãe – disse ele rindo.

Sabe pai, quando você acha que encontrou o caminho certo para a felicidade, mas o mundo conspira contra esse caminho?- perguntou Clara com um olhar profundo fixado no horizonte.

Que tipo de caminho é esse? Às vezes os caminhos que julgamos ser o certo não é, aí nós temos que pensar muito bem, pois pode muito bem ser o “mundo” que quer te proteger das feridas da vida, ou esse “mundo” quer te destruir , se você tiver certeza de estar vivendo o primeiro caso, é melhor você mudar o rumo da sua vida por mais difícil que possa ser, mas se for o segundo caso o seu, vai em frente e não desista minha filha porque você é uma Abreu e nasceu pra vencer.

Pai você sempre me deixa mais calma sabia?- disse Clara enquanto se acomodava no colo do seu pai.

Mas que tipo de caminho é esse?

É uma pessoa pai que eu estou gostando muito, mas que eu não posso gostar.

Como assim? Você não ama mais o Felipe?- perguntou o pai assustado

Calma pai, calma pai, não é isso o senhor esta entendendo tudo errado – Clara foi falando e levantando, nervosa “ela tinha perdido a noção do perigo? O que ela estava falando pro seu pai?” Clara se questionava enquanto procurava uma desculpa para justificar seu deslize.

Na verdade pai é uma amiga que eu gosto muito, mas que é muito falsa comigo e eu estou muito chateada com isso, é isso o que está acontecendo. - Mentiu ela.

É Jaqueline? Eu não acredito que a Jaqueline te traiu filha?- Luíz começou alterar seu tom de voz, pois estava ficando nervoso.

NÃO PAI, não é a Jaqueline, a Jaque ela é uma ótima amiga, e pra falar a verdade eu é que não estou sendo muito amiga dela viu?nunca mais nem liguei pra ela.

Sabe Clara? Essas coisas de amizades acontecem com todo mundo, você não foi a primeira nem vai ser a ultima, na verdade o que você tem que fazer mesmo é passar a ignorar essa tal amiga da onça, o desprezo é a alma do negócio.- disse Luíz enquanto beijava a testa da filha – bem filha eu vou pro meu escritório tenho muitos documentos pra ver ainda e daqui a pouco já está de noite, mais tarde a gente conversa mais.

Tah bom pai , até mais tarde.

E Luíz fechou a porta do quarto de Clara devolvendo-a a seus pensamentos frustrados, agora mais amedrontados, por causa do deslize da jovem.



CAPÍTULO XII



Dona Joana estava tranquila trabalhando em sua papelaria, até que Luíz entrou no pequeno salão, D. Joana olhou assustada, e então o formoso homem se aproximou:

bom dia, como andam as vendas D. Esmeralda?

Andam muito bem seu Luíz, Graças a Deus!- disse ela tentando sentir-se a vontade

Bem, eu queria falar com vc sobre, a nossa sociedade.- dizia ele enquanto Carlos chegava para o seu dia de trabalho.

Bom dia – disse carlos enquanto se preparava para o seu trabalho, Luiz começou a observa-lo, o que estava o deixando nervoso.

Então s. Luíz o senhor dizia mesmo?- perguntou D. ESmeralda tentando aliviar a tensão do rapaz que estava sendo totalmente observado.

Oi? Perdão, eu me distrai muito educado o seu filho D. ESmeralda.- disse o patrão referindo-se a Carlos

obrigada, mas ele não é meu filho, Carlos na verdade é meu vizinho e eu o vi crescer, mas agora ele trabalha pra mim aqui na papelaria. Mas o senhor dizia o que mesmo?

Perdão , dizia que eu consegui já um espaço para a senhora trabalhar na área interna das instalações Claudio Abreu, há alguns anos atrás havia uma cantina na faculdade, que estava inativa agora a senhora pode usar o espaço pra montar a filial da sua papelaria.

Ai Graças a Deus, o senhor não tem noção de como essa notícia me deixa feliz.

Imagino sim D. esmeralda , eu já fui pobre, lembra?

Sim e como eu me lembro, mas Graças a Deus o senhor não perdeu a humildade, neh? E isso é que o importante.

Bem, agora eu tenho que ir tenho uma faculdade pra colocar pra frente, tchau D. Esmeralda , até mais Carlos.

Até mais S. Luíz, foi um prazer conhece-lo.

L: o prazer foi todo meu, até mais D. Esmeralda.

E: Até mais S. Luíz.

Carlos e D. Esmeralda oobservavam nervosos a saída de Luíz e quando tinham a certeza de que ele não podia mais ouvi-los, D. Esmeralda começou:



E: Carlos alguém mais sabe do que eu vi aqui no outro dia?

C: não que eu saiba D. Esmeralda.

E: Me deu a impressão de que S. Luíz sabia de alguma coisa ele olhava muito pra você Carlos, menino tome cuidado! Você está caminhado entre cacos de vidro! Olhe o que eu estou lhe dizendo, porque eu não quero o seu mal.

C: eu sei d Esmeralda eu confesso que eu também percebi, mas ás vezes não é nada, neh?

E: Mas mesmo assim abre os seus olhos!

C: Pode deixar D. Esmeralda eu vou abrir sim.



CAPITULO XIII



Carlos na hora do seu almoço liga para Fernanda:

F: Alô!

C: Oi Fê tudo bem com você?

F: Kakáaaaaaaa...Quanto tempo? Puxa já tem um tempo q você nem liga pra mim, neh seu traidor?

C: Puxa Fê eu to meio atrapalhado com os meus horários, mas eu nunca te trairia!

F: E mentiria pra mim?

C: Claro que não!

F: e omitiria?

C: Também não! E por acaso estou te ligando pra te contar o que eu tentei te contar naquele dia do parque, mas não deu. Tem como a gente se vê?

F: Claro kaká, até porque, desde daquele dia que eu fiquei chateada porque vc não me contou nada.

C: não fica chateada comigo não, você sabe que eu te adoro! Nunca esconderia nada de você, mas não estava conseguindo tempo pra conversar com você. E você também ficou muito distante de mim.

F: é que além de você ainda não ter me contado o que está acontecendo, a Renata deu pra ficar me ameaçando agora.

C: como assim? Te ameaçando?

F: Pois é Kaka, eu to recebendo umas ligações muito esquesitas, e eu tenho quase certeza que é ela.

C: Ligações? Mas o que te falam nessas ligações?

F: coisas estranhas, por exemplo: “eu sei o que você fez com a sua prima?”, “você vai pagar muito caro por tudo”, “se afasta dele, que eu me afasto de vocÊ” e “quem avisa amigo é?”

C: Mas que coisas sem nexo! Mas por que a Renata iria dizer essas coisas?

F: Sei lá Carlos! Pra me dá medo, pra que eu me afaste do Diego.

C: Você tah saindo com o Diego?

F: Claro que não neh? Mas você sabe q a mente da sua cunhada é doentia, sinceramente! Estou começando a ficar com medo dela, foi por isso também que me afastei um pouco de você.

C: Mas o que eu tenho haver?

F: em uma dessas ligações, uma vez ela disse: “ se o teu cupidinho não se calar eu calo por conta própria!”

C: cupidinho?

F: nem adianta me perguntar que eu também não sei do que ela está falando, mas imaginei que ela estivesse pensando que você estava me ajudando a ficar com o Diego. ECA! Bandidinho de meia tijela!

C: é a história mais doida que eu já ouvi!

F: desculpa Carlos, mas o teu irmão me dá nojo.

C: a mim também. Mas quando que a gente vai poder se ver pra conversar pessoalmente, preciso muito que você me ajude a tomar duas decisões muito importantes na minha vida.

F: nossa que responsabilidade, hein? Pode ser amanhã?

C: está bem! Que horas?

F: ás 11:30h é a hora do seu almoço não é?

C: é sim

F: então, vamos almoçar juntos, meu pai está abrindo uma filial do restaurante dele no seu bairro, você topa ir pra inauguração amanhã comigo?

C: Claro que sim. Então até amanhã.

F: até Kaka, beijocas maninho.

C: Beijos querida.



CAPITULO XIV



Jaqueline vai até a casa de Clara, elas eram amigas a muito tempo, mas desde que Clara começou a sair com Carlos , nunca mais havia procurado a amiga. Amiga que estava mais para amiga da onça, pois era totalmente apaixonada por Felipe, noivo de Clara, que nem sonhava em descobrir isso, mas também não estava nem um pouco afim que a sua amiga soubesse do seu romance novo, até porque patricinha do jeito que Jaque é com certeza vai achar que a amiga deve ser internada num hospício, e vai contar tudo para a D. Júlia, que por sinal Jaque tinha uma leve amizade, apesar de fingir gostar muito da mãe da amiga, que era sua tia, ela sabia que era por causa dela que Clara não terminava o noivado, coisa que não agradava nem um pouco a filha de Paulo, que era sócio de Luíz. Mas tinha que fingir gostar da situação pois as empresas Abreu precisavam de um impulso de capital que a família do Felipe iria dar, mas ela engolia a seco toda essa história.

Já Júlia via na sobrinha Jaqueline, uma filha que não encontra em Clara, vaidosa, determinada, ambiciosa, e com desejo de ser famosa. Já Clara era uma menina humilde, que gostava de descrição no seu dia-a-dia, era vaidosa, mas era mais ansiosa por viver uma grande paixão, do que ter dinheiro e fama como sua mãe queria. Jaqueline seria capaz de qualquer coisa pra ter o que quer, e a porta do seu sucesso era Felipe.



Jaque: bom dia tia Julia! Como está a Clara?

JU: bem rebelde como sempre neh Jaque? Bem que você podia dar uns coselhos para a sua prima?!

Jaq: Claro tia,mas me conte o que tem acontecido por aqui, faz tanto tempo que não falo com Clara.

Ju: é mesmo? E por quê?

Jaq: a Clara agora está no mundo da lua tia, vive sonhando acordada, ninguem sabe o que anda passando na cabeça dela, ela só me fala que está bem, e que não tem nada de mais é só um livro que está lendo.

Ju: Livro? Não me lembro de ter visto Clara lendo.

Jaq: (Jaqueline sorri maldosamente,e continua com cinismo) Jura? AH mais esse livro deve ser muito bom porque Clara só anda no mundo da lua agora.

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