sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ao Acaso



Tem coisas que se sabe, mas se finge não saber
Tem coisas que se entende, mas se finge não entender
Tem coisas que queremos, mas não podemos dizer
Tantas coisas escondidas em nosso ser

Tantas palavras caladas,
Tantos momentos silenciados
Conversas apenas imaginas;
Sentimentos sufocados

O medo da entrega
O medo da decepção
Nos leva a uma espera
Infinita e em vão

Temos medo de morrer
Mas muito mais medo
Temos é de sofrer
De expor nossas fragilidades
Nossos momentos de sensibilidade

Medo de não conseguirmos nos defender
De termos que nos render
De uma guerra que lutamos sozinhos
Nós contra o mundo
O mundo contra nós
Dentro de nós mesmos

O auto-controle é um sonho humano
Assim como a eternidade e a liberdade
De um jeito leviano
Buscamos nossa própria verdade
E queremos acreditar
Com medo de nos machucar
Até o momento de se entregar
Ao acaso que não dá pra escapar

Ao acaso nem medo,
Nem precaução
Nem desespero
Nem ilusão
Poderá nos proteger
De ter que encarar
A vida como ela tem que ser.

Annie Wallker

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